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Open Banking: o que é e como promete revolucionar o mercado financeiro?

A transformação digital possibilita a criação de soluções cada vez mais inovadoras e disruptivas para o mercado. Uma delas é o Open Banking, que promete realizar mudanças significativas no segmento financeiro brasileiro e impactar outros setores do mercado. Isso envolve desde custos menores para as empresas e instituições bancárias até serviços de maior qualidade para os clientes finais.

Mas o que realmente é o Open Banking e como ele vai impactar o segmento financeiro no Brasil? O que acha de esclarecer todas essas dúvidas e entender de uma vez por todas como esse conceito pode ser importante para instituições financeiras, empresas de outros segmentos e clientes? Continue a leitura!

O que é Open Banking?

O Open Banking é uma proposta para realizar a padronização e integração do sistema financeiro no Brasil. O objetivo é criar um ambiente seguro e transparente para que a comunicação entre diferentes instituições financeiras e os consumidores se torne mais simples e eficiente.

A tecnologia é o que possibilita tudo isso, otimizando todas as operações e os processos necessários para colocar o conceito em prática. A tradução livre do termo, algo como sistema bancário aberto, indica a sua intenção: permitir que o mercado financeiro seja mais amplo e integrador.

Nesse contexto, o Open Banking proporciona vantagens não só para as instituições que atuam no segmento. Afinal, todo o mercado é impactado pelo conceito. Tudo isso a partir de maior competitividade, liberdade e segurança nas operações. Esse tipo de sistema começou a ser utilizado primeiramente no Reino Unido, sendo que diversos países já estudam meios de implementá-lo, como EUA, Canadá, Austrália, Japão e Rússia.

Quais são as fases do Open Banking?

O Open Banking já está se popularizando, mas quais são as etapas até ele ser, de fato, implementado ao sistema financeiro brasileiro? Veja a seguir:

1. Compartilhamento de dados de produtos e serviços (início em 01/02/2021)

A primeira etapa consiste no compartilhamento entre si de informações de produtos e serviços que as instituições financeiras oferecem aos seus clientes. Em seguida, um terceiro analisará os dados para realizar uma consultoria. O consumidor não participa dessa fase.

2. Abertura dos dados cadastrais e de operações financeiras (início em 13/08/2021)

Depois, é o momento de receber e compartilhar as informações cadastrais e operações financeiras dos clientes, sempre com a autorização dos usuários. A ideia é que outras instituições possam oferecer produtos e serviços mais atrativos.

3. Adesão aos serviços (início em 30/08/2021)

A terceira fase representa o momento de adesão aos serviços. O uso de APIs (Interface de Programação de Aplicativos) vai permitir que transações financeiras sejam realizadas fora do ambiente digital dos bancos pelo Pix, utilizando o WhatsApp, por exemplo.

4. Padronização de dados entre instituições financeiras e expansão (início em 15/12/2021)

Por último, é a etapa de padronização de dados entre instituições financeiras para a expansão dos serviços. A ideia é que dados sobre investimentos e seguros, por exemplo, sejam padronizados e compartilhados entre as empresas.

Qual é a sua importância?

A importância do Open Banking está na capacidade de integrar toda a sociedade em um mercado costumeiramente fechado. Afinal, um dos seus pilares é a transparência, ideal para que instituições financeiras, empresas e consumidores finais tenham mais informações sobre suas decisões e maior segurança sobre o que está sendo feito.

O principal aspecto desse conceito, porém, está no empoderamento do consumidor. Com um serviço personalizado e maior autonomia sobre os próprios dados e informações, o cliente tem uma voz ainda mais ativa no mercado. A tendência, portanto, é que ele se torne mais exigente e cobre produtos e serviços que atendam às suas principais dores e demandas, sempre com segurança e transparência.


O que vai mudar a partir dessa implementação?

Agora, vamos entender o que vai mudar com a chegada do Open Banking.

Mais qualidade dos produtos financeiros

Para os usuários, os benefícios se iniciam com a oferta de produtos financeiros completos e personalizados. Isso envolve linhas de crédito que atendam às demandas do consumidor, com as condições ideias para o que cada um precisa.

A ideia é que o portfólio das instituições (não só financeiras) coloque o cliente no centro de todas as atenções, fazendo diagnósticos financeiros precisos para oferecer produtos relevantes.

Praticidade na experiência financeira

A experiência do usuário também tem tudo para melhorar com a implementação do Open Banking. Um exemplo disso é a popularização do Pix, usado tanto para transferir uma quantia para um amigo quanto para outra instituição financeira. Todos esses processos se tornam mais práticos, visto que os dados e as informações estarão em um mesmo sistema financeiro online.

Preços mais competitivos e atrativos

Esse cenário de alta competitividade também se reflete na oferta de preços atrativos para os clientes finais. Ou seja, pegar um empréstimo para fazer o financiamento de um veículo, por exemplo, pode se tornar uma operação mais barata.

Isso será possível porque mais ofertas estarão disponíveis e as instituições vão saber exatamente o que você procura. Em resumo, o cliente ganha em variedade e, consequentemente, melhores condições.


Maior autonomia e segurança das informações

Qualquer troca de informações realizadas no sistema do Open Banking é feita a partir da supervisão do Banco Central e com o consentimento do consumidor, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso garante a criação de um sistema financeiro bastante seguro e que promove a autonomia para o cliente.

Mais organização financeira

Mais um dos benefícios do Open Banking é a maior organização financeira. As empresas vão entender como melhorar o fluxo de caixa por terem todos os dados financeiros dos bancos em um só lugar. Inclusive, essas instituições vão poder identificar as maiores necessidades de um negócio e oferecer valores e prazos mais adequados.

Como se preparar?

O primeiro passo para se preparar para o Open Banking é investir na digitalização dos processos financeiros na sua empresa. Isso pode ser feito a partir da terceirização da gestão financeira, soluções integradas ou mesmo o armazenamento de informações na nuvem. Outro ponto é investir recursos na segurança de todos os seus dados e criar um ambiente amigável para o processo de integração.

O processo de implementação do Open Banking está só começando, mas as mudanças já podem ser percebidas. Com a transformação digital e a busca interna das empresas por maior eficiência, o conceito pode agregar bastante para todas elas.

Agora você já sabe o que é Open Banking e como ele vai revolucionar o mercado financeiro. Então, que tal compartilhar este artigo para que mais pessoas saibam da importância desse conceito e possam se preparar?

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