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Empreendedorismo jurídico: como funciona? Tudo o que você precisa saber

13 min de leitura

O Direito sofre com dificuldades históricas, como a lentidão dos processos judiciais, o custo elevado dos serviços e o excesso de burocracia. Nesse cenário, o empreendedorismo jurídico vem se tornando uma tendência, como forma de encontrar produtos e serviços para superar os desafios do segmento.

Na prática, muitos advogados já investem em novos modelos de negócio, como escritórios online, produção de conteúdo digital e mediação de conflitos. Além disso, existem mais fornecedores voltados para as dores do setor, como as law techs e legal techs, que trazem soluções para prestadores e usuários dos serviços jurídicos.

Neste conteúdo, mostraremos por que vale a pena empreender na área jurídica. Continue a leitura e confira nosso guia completo!

Como anda a área de empreendedorismo jurídico?

O empreendedorismo sempre fez parte da área jurídica. Escritórios de advocacia, parcerias entre contadores e tributaristas para ajudar o planejamento tributário de empresas e cursos preparatórios para as diversas provas de concurso são alguns exemplos de atividades econômicas comuns no segmento.

Na última década, no entanto, as transformações da sociedade intensificaram a preocupação dos profissionais com o tema, bem como as oportunidades de empreendedorismo jurídico. Os motivos vão desde mudanças na legislação até os próprios avanços tecnológicos.

Código de Processo Civil de 2015

A mudança para o CPC 2015 trouxe incentivo e reconhecimento legal para a justiça de múltiplas portas. Nesse conceito, as pessoas não estão restritas à solução de conflitos pelo juiz, tendo diversos meios à disposição para resolver suas disputas.

Entre outros, a legislação atualmente reconhece:

  • Mediação e conciliação de conflitos;
  • Negociação de acordos;
  • Arbitragem;
  • Serviços extrajudiciais, como divórcio e inventário em cartório;
  • Possibilidade do Poder Público firmar acordos.

Existe uma tendência de surgimento de novos empreendimentos jurídicos para os advogados, que se somam ao processo judicial, assessoramento e consultoria. Além disso, os fornecedores de produtos e serviços para esses profissionais têm novas demandas a serem atendidas.

Novo Código de Ética da OAB

Outra mudança foi no Código de Ética da OAB, que é menos restritivo em relação ao marketing digital para advogados. Desde 2015, embora ainda não haja total liberdade, os escritórios já podem trabalhar a presença digital, usar alguns recursos de anúncios pagos, produzir conteúdo, entre outras iniciativas.

Somam-se a essa mudança alguns incentivos recentes à formalização dos escritórios de advocacia, deixando-os mais próximos de empresas. Além da sociedade de advogados, a OAB já possibilita a sociedade unipessoal, ou seja, o profissional pode formalizar sozinho a sua situação, como uma EIRELI.

Tecnologia no Direito

A tecnologia especializada para o mercado jurídico também evoluiu. Destacam-se as law techs e legal techs, que são startups voltadas a soluções digitais para advogados e usuários dos serviços jurídicos.

Além disso, os profissionais contam com fornecedores de sistemas financeiros e administrativos, como grandes parceiros de tecnologia. Afinal, os advogados também dependem de soluções de marketing, finanças, contabilidade, recursos humanos, entre outros, adaptadas às necessidades desse segmento.

Nichos de mercado

Outra mudança importante para o empreendedorismo jurídico é o interesse dos profissionais de outras áreas em fornecer soluções para os juristas. Atualmente, vemos diversos produtos e serviços nesse sentido:

  • Cursos de qualificação e especialização;
  • Consultorias financeiras e contábeis para advogados;
  • Serviços para contratar profissionais terceirizados, chamados de correspondência jurídica;
  • Soluções de inteligência e análise;
  • Softwares de gestão para as atividades do setor.

A tendência de buscar nichos é vista igualmente no comportamento dos próprios advogados. Direito Digital, Direito Desportivo, Direito Marítimo e Direito Ambiental são alguns exemplos de áreas de atuação em alta.

Qual é o perfil do empreendedor jurídico?

Além das características comuns aos empreendedores brasileiros, o perfil do empreendedor jurídico se destaca nos seguintes pontos:

  • Ter visão sistêmica;
  • Apostar na inovação;
  • Focar no resultado;
  • Ser ágil.

A visão sistêmica é necessária para entender a importância do entorno da atividade principal, como Marketing, Gestão de Pessoas e Gestão Financeira. Ainda hoje, muitos profissionais hesitam em aproximar a advocacia de um negócio, embora as soluções de administração de empresas sejam fundamentais para a sobrevivência e crescimento.

Já a busca por inovação está relacionada à competitividade do setor, que contém um grande número de bacharéis e advogados. Hoje, os profissionais buscam novas práticas de gestão, modelos de negócio, nichos de mercado e tecnologias para promover o crescimento de renda, carreira, participação de mercado etc.

Outro ponto é ter os resultados para os clientes como alvo. Os advogados vivem uma cobrança pelo impacto financeiro de suas atividades, o que direciona o empreendedorismo jurídico para soluções com consequências ligadas aos custos, receitas e lucratividade dos contratantes.

Por fim, a agilidade é outro foco do empreendedor jurídico. Historicamente, o segmento é associado à lentidão e burocracia, especialmente nos processos judiciais. Assim, o empreendedor frequentemente se destaca por comportamentos ligados à agilidade dos serviços, como organização, gestão de tempo e uso da tecnologia para automatizar tarefas.

Quais são os desafios?

Embora existam boas oportunidades, o empreendedorismo jurídico não está livre de desafios. Boa parte deles está ligada às características históricas do setor, principalmente a permanência de comportamentos distantes das melhores práticas de negócio.

Burocracia e lentidão

A lentidão é um dos principais riscos. O desafio é enorme, porque a conclusão dos serviços frequentemente não depende apenas da proatividade e boas práticas do empreendedor jurídico. Afinal, temos que lidar com os tempos de secretarias municipais e estaduais, tribunais, cartórios de registro civil, INSS e diversos outros órgãos públicos.

Legislação específica

Outro desafio é a conformidade com as normas específicas do setor, como restrições à publicidade e às ofertas realizadas. Além das leis de classe trazerem normas diferentes de outros segmentos de mercado, advogados e fornecedores precisam lidar com a insegurança jurídica.

Boa parte das normas está prevista em resoluções, que não são votadas por deputados e senadores, mas editadas pela própria OAB. Logo, uma prática que hoje é permitida pode deixar de valer amanhã, exigindo a agilidade dos empreendedores jurídicos para se adaptar às mudanças.

Competitividade elevada

O segmento jurídico é bastante competitivo. Um exemplo desse cenário são os mais de 1 milhão de advogados ativos nos quadros da OAB. Não à toa, a inovação é uma das chaves para se destacar e conquistar o espaço.

Mudanças recentes no comportamento dos profissionais

A busca por transformação digital e melhorias nas práticas de gestão ainda é recente. Logo, o empreendedorismo jurídico pode esbarrar na falta de um caminho claro para alcançar a eficiência nas atividades, o conhecimento de negócios dos profissionais e a maturidade de processos, entre outros desafios.

Vale a pena investir?

O segmento jurídico é um cenário fértil para os fornecedores de produtos e serviços. Cada um dos desafios apontados e outras dificuldades que não foram mencionadas geram uma série de desejos e necessidades. Logo, é uma excelente área de especialização para contadores, consultores financeiros e empresas de tecnologia entregarem valor e conquistarem novos clientes.

Em relação aos advogados e demais profissionais do Direito, o empreendedorismo jurídico está ligado a criar novas fontes de receita, construir vantagens competitivas e encontrar soluções para os desafios que afetam suas atividades. Não à toa, a parceria entre bons fornecedores e juristas se torna cada vez mais comum.

O empreendedorismo jurídico cria oportunidades de mudança e crescimento. Os profissionais recebem soluções e podem ser mais competitivos por meio da inovação. Além disso, quem tem uma atividade estabelecida precisa se atualizar para não ficar para trás diante das novas práticas de gestão e tecnologias adotadas pelos concorrentes.

Tudo isso beneficia os clientes com mais agilidade, canais de atendimento, tipos de serviço e qualidade da experiência. Portanto, o empreendedorismo jurídico é vantajoso para as diversas partes interessadas no segmento.

Quais são as particularidades e como lidar com elas?

As atividades de empreendedorismo jurídico contam ainda com uma série de particularidades. Isto é, ao pensar uma solução para as demandas da área, devemos tomar uma série de cuidados para atingir os resultados pretendidos.

Medidas de conformidade

As atividades dos profissionais do Direito estão entre as mais regulamentadas, e qualquer solução precisa atender à legislação específica. As regras de marketing jurídico, negociação entre cliente e profissional, recolhimento de tributos e proteção de dados pessoais são só alguns exemplos. Por isso, o compliance é um dos temas mais importantes para começar um negócio no setor.

Respeito aos prazos

Outra particularidade são os prazos inegociáveis e com consequências graves pelo descumprimento, como perder processos, direitos e oportunidades de propor medidas legais. Isso afeta principalmente a tecnologia, que precisa trabalhar com erro zero em recortes de publicações, controle de andamentos processuais, agenda etc.

Diferentes tipos de empreendimento

Também é comum que os empreendimentos jurídicos tenham diferentes formas de organização. O advogado, por exemplo, pode atuar como profissional autônomo, dividir um escritório com outros profissionais, montar uma sociedade de advogados ou formalizar-se como sociedade unipessoal.

Aliás, a própria forma como abrir uma empresa nas demais áreas não se aplica totalmente à advocacia, que segue regras específicas da OAB.

Empreendimentos de micro e pequeno porte

Outra característica é que a maioria das atividades jurídicas é desenvolvida por micro e pequenos empreendedores. Considerando os valores de faturamento definidos pela lei, podemos encontrar alguns médios negócios, mas não veremos escritórios de advocacia com tamanho de multinacional, por exemplo.

Na prática, os profissionais do Direito devem buscar fornecedores que deem suporte para esse perfil de empreendedor. Igualmente, se você pretende entregar valor nessa área, há excelentes oportunidades para soluções voltadas a esse público-alvo.

Participação feminina

O segmento jurídico é marcado pelo empreendedorismo feminino forte. Nesta data, os quadros da OAB registram 612.966 advogadas, e a tendência é o aumento da participação com o passar dos anos. Isso porque, nos resumos técnicos do Educação Superior, vemos que a presença mulheres na faculdade de Direito é cerca de 10% superior à participação dos homens:

  • 55,2% dos matriculados em 2019;
  • 55,5% dos matriculados em 2018;
  • 55,3% dos matriculados em 2017;
  • 55,5% dos matriculados em 2016;
  • 55,3% dos matriculados em 2015.

Diversidade de ramos de atuação

Por fim, o Direito traz incontáveis ramos de atuação. Cada disciplina jurídica (Direito Civil, Direito do Trabalho, Direito Marítimo etc.) pode dar origem a segmentos e nichos de mercado. Logo, o empreendedor jurídico deve ficar atento às necessidades específicas de cada atividade, bem como às oportunidades de criar produtos e serviços.

Como a inovação tecnológica pode ajudar?

Vale ressaltar que a inovação tecnológica é o principal elemento para lidar com os desafios e particularidades do segmento jurídico. Na prática, ela afeta profundamente os modelos de negócio ligados às atividades do setor.

Proposta de valor

A tecnologia cria a possibilidade de novas entregas de valor para os advogados e clientes da advocacia, como atendimento por videoconferência, cartórios digitais, armazenamento de documentos na nuvem e plataformas de correspondentes jurídicos.

Segmentação de clientes

Os serviços suportados pela tecnologia ampliam o acesso a novos perfis de cliente, especialmente com a redução de custos e a possibilidade de oferecer um preço mais acessível. Isso sem contar que o marketing digital é uma das formas de o advogado acessar potenciais contratantes.

Canais de comunicação

O cliente também tem novas maneiras de contratar os serviços. Um bom exemplo são as plataformas de correspondentes jurídicos, que recebem os interessados nos serviços e encaminham para os profissionais cadastrados.

Relacionamento com clientes

A inovação também combate as principais dificuldades de relacionamento com o cliente, especialmente para trazer agilidade para o setor. Há melhorias na experiência oferecida pelos escritórios, como em transformações nos tribunais, cartórios e demais órgãos públicos.

Atividades-chave

O entorno da atividade jurídica também sofreu melhorias com a tecnologia. Contadores que fornecem informações rápidas com o auxílio de softwares financeiros e profissionais de RH mais eficazes em achar bons colaboradores com tecnologias de recrutamento são exemplos.

Recursos principais

Outro ponto é que os softwares de gestão e a documentação digital tornou as atividades jurídicas mais econômicas, reduzindo a carga de trabalho, minimizando erros, eliminando o consumo de papel e possibilitando o atendimento remoto. Logo, os negócios da área estão mais enxutos.

Parcerias

Os profissionais do Direito agora conseguem terceirizar atividades para correspondentes, contam com fornecedores de softwares específicos para o setor, veem os órgãos públicos correndo atrás da digitalização, entre outros impactos da tecnologia nos parceiros.

Fontes de receita

Os escritórios conseguem viabilizar serviços jurídicos e fontes de receita, especialmente com a redução de custos com o atendimento online, facilitação da negociação de acordos e oferta de serviços para outros advogados.

Além disso, as soluções de inteligência e gestão de conhecimento afetam a probabilidade de êxito processual, a identificação de novas demandas e a maximização dos resultados econômicos de cada processo judicial.

Estrutura de custos

Por fim, a redução de despesas com automação e digitalização se soma à possibilidade de melhorar a gestão de custos. Como visto, é importante ter uma visão sistêmica da atividade jurídica, de modo que questões como controle de fluxo de caixa, emissão de notas fiscais de serviço e demais ações administrativas tornem o empreendimento saudável e apto a crescer.

Por que contar com uma ferramenta especializada?

Como visto, existe uma necessidade clara de os advogados unirem as atividades principais (processos, consultoria, assessoria etc.) com uma boa administração, marketing, gestão financeira e contabilidade. Não à toa, surgem oportunidades para a atuação de fornecedores de produtos, serviços e tecnologia no setor.

Um excelente ponto de partida para o empreendedorismo jurídico é buscar um software específico para simplificar a gestão financeira, ganhando tempo para poder focar nas atividades principais do negócio. Há uma série de rotinas que tomam o tempo dos advogados e escritórios que podem ser facilmente geridas com a tecnologia:

  • Emissão e controle de notas fiscais de serviço;
  • Gestão do fluxo de caixa;
  • Listas de despesas e pagamentos;
  • Conciliação bancária;
  • Cadastro de clientes;
  • Controle de inadimplência;
  • Emissão de relatórios para saber o desempenho do empreendimento.

Programas como o QuickBooks podem ajudar nisso e, com a organização do empreendimento jurídico, você terá mais tempo livre e saúde financeira para investir no crescimento do negócio. Portanto, poderá buscar soluções para fornecer novos serviços, conquistar clientes e ampliar as suas fontes de receita.

Para começar a aproveitar as oportunidades do setor jurídico, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e engaje potenciais parceiros nessa jornada!

 

As informações podem estar resumidas e, portanto, incompletas. Este documento / informação não constitui, e não deve ser considerado um substituto para aconselhamento jurídico ou financeiro. Cada situação financeira é diferente e as informações oferecidas são gerais. Entre em contato com seus consultores financeiros ou legais para obter informações específicas sobre sua situação.

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