Image Alt Text
planejamento financeiro

Finanças para autônomos: confira 6 dicas valiosas!

Pensando em descomplicar as finanças para autônomos, os profissionais que trabalham por si próprios, abordaremos neste artigo 6 lições que compõem o livro brasileiro “Finanças Para Autônomos”.

De autoria de Eduardo Amuri, notável especialista em Psicologia Econômica e Gestão de Negócios, essa obra, especialmente indicada para profissionais cuja renda é variável, sazonal ou oscilante, ensina a rever seu posicionamento sobre o dinheiro e dar os primeiros passos na organização financeira do próprio negócio.

Afinal, seja você um psicólogo, especialista em marketing digital, advogado ou contador, se é um profissional autônomo, mesmo que tecnicamente capacitado, pode ser que sinta um desconforto por não saber muito bem se a maneira como conduz financeiramente sua vida profissional é inteligente, lucrativa e sustentável.

Olhar de forma analítica para questões estratégicas ligadas ao trabalho evita que você esteja em posição financeira frágil, pois, diferentemente do funcionário assalariado, o autônomo está solto em um mar de possibilidades. Nesse contexto, é essencial ganhar intimidade com seu modelo de trabalho e analisar o cenário no qual está inserido.

Aqueles que trabalham por conta própria e estão na tentativa de organizar a vida financeira, a fim de conquistarem o maior lucro possível, precisam buscar respostas para perguntas como: “Qual é a sua média de faturamento?”“Qual é a sua margem?”; e “Como criar uma estrutura bancária eficiente?”. Essas questões ajudam a obter clareza sobre o modo como se emprega energia e tempo no planejamento financeiro, dois recursos tão raros.

Portanto, acompanhe-nos nesta leitura e descubra como direcionar seus recursos ao que de fato importa para suas finanças!

1. Produto ou serviço?

Perante uma infinidade de profissões que contemplam o universo dos autônomos, é importante que você situe sua atuação em algumas categorizações, sendo que a primeira delas é o produto ou serviço. Costumamos entender como produto algo facilmente mensurável, com escopo bastante fechado e, na maior parte dos casos, palpável. Já os serviços têm começo, meio e fim, geralmente envolvem alguma troca de conhecimento e, quase sempre, são difíceis de quantificar e atribuir preço.

2. Receita pontual ou receita recorrente?

A receita pontual acontece uma única vez. É uma transação que ocorre em determinado momento e não implica maiores desdobramentos. Por outro lado, a receita recorrente pressupõe repetição e regularidade, a exemplo dos psicólogos, que possuem uma carteira de clientes mantida em determinado período.

3. Preço fechado ou orçamento?

Alguns autônomos trabalham com preços predefinidos, enquanto outros realizam a precificação a cada novo trabalho. Para ilustrar essas categorizações, temos o exemplo do médico, que atende seus pacientes por meio de um valor de consulta: o preço fechado.

Já os consultores realizam um orçamento específico para cada caso, tendo como base a complexidade do serviço que irá oferecer e o tempo que precisará dedicar à atividade. É importante destacar que cada profissional se adapta melhor a um determinado modelo, e este ponto está bastante conectado com a personalidade de cada um.

4. Qual é o preço certo a ser dado para um produto ou serviço?

Dado que não existe fórmula infalível para estipular o valor que será lançado ao mercado, o melhor caminho é o teste. Isso significa experimentar, refinar, experimentar novamente e refinar de novo, pois trata-se de um processo iterativo, e os ajustes devem ser feitos de acordo com as respostas do mercado.

Nesse caso, o modelo de cálculo de preço mais tradicional se fundamenta em três pilares:

  • Custos fixos: são aqueles que não variam de maneira significativa de acordo com o faturamento — isto é, se aumenta a demanda, aumenta o faturamento, sem oscilações;
  • Custos variáveis: estes oscilam conforme o faturamento, como custos de deslocamento e materiais;
  • Margem: essencialmente, é aquilo que restará depois de descontados todos os custos e impostos, ou seja, o lucro.

5. Como fazer com que a conta feche mesmo no cenário mais pessimista?

fluxo de caixa representa o movimento de entradas e saídas de dinheiro de um negócio em determinado período, e é uma tarefa que facilita a organização financeira de profissionais autônomos. Isso porque mantém o controle detalhado dos ganhos e gastos. Ao desenhar o fluxo de caixa, é possível identificar o saldo disponível para eventuais emergências ou mesmo para poupar dinheiro, já sabendo que algumas fases são mais fracas para o negócio.

Em vista disso, os autônomos que conseguem montar seu fluxo de caixa de maneira que ele funcione mesmo em um mês ruim alcançam um bom saldo financeiro quando as coisas voltam a fluir de forma positiva. Segundo o autor Eduardo Amuri, essa é a estratégia de “pessimismo financeiro”, e deve ser executada de forma criteriosa, visto que desenhar uma projeção nos ajuda a estar preparados para situações adversas.

6. Qual a importância da emissão de nota fiscal?

Em síntese, para que o dinheiro entre no caixa do seu negócio, você precisa emitir uma nota fiscal. Pode parecer complexo, porém, na realidade, é algo bem simples e rápido de fazer. Ao combinar com o contratante os prazos de entrega e as condições de pagamento, caberá a você fazer a emissão da nota fiscal e enviar para o contratante.

Além disso, ter autonomia nesse processo lhe possibilita emitir as notas nas datas que quiser, com a descrição do serviço que fizer mais sentido para você e para seu cliente.

É importante frisar que prestar serviços sem declará-los e recebê-los por fora impede que o profissional autônomo esteja em conformidade com a legislação vigente e a fiscalização. Logo, é de suma importância emitir sempre as notas fiscais de seus serviços. Assim, você terá um controle maior sobre o que será pago no Imposto de Renda e dará à sua atividade a seriedade que ela precisa.

Concluindo

inteligência financeira é crucial para os autônomos, tendo em vista que o dinheiro é um tema que perpassa e interfere nas mais diversas áreas da nossa vida pessoal e profissional. Para cultivar uma relação mais saudável com ele, é necessário aprofundar-se no assunto continuamente.

Construção de portfólio de produtos, pré-venda, pós-venda, custo, todas essas estratégias sofrem influência direta da sua gestão financeira. Nesse sentido, se você, profissional autônomo, precifica bem, talvez consiga oferecer um pós-venda mais interessante, o que provavelmente fará com que mantenha mais e mais clientes em sua agenda.

Isto revela que as temáticas se cruzam o tempo todo, por isso, esperamos que você busque cada vez mais o conhecimento em finanças para que os seus projetos como autônomo possam gerar benefícios em todas as direções!

 

Este post foi produzido pela equipe do PocketBook4You, uma plataforma que oferece centenas de resumos de livros dos maiores autores e best-sellers da atualidade, e tem como principal missão levar conhecimento diversificado que se encaixa no dia a dia de cada um dos seus usuários, ao redor do Brasil e do mundo.


Artigos Relacionados