2016-07-12 00:00:00 Gestão de pessoas English Neste artigo vamos te ensinar a calcular a hora extra de seus funcionários. Veja essa e mais informações no blog QuickBooks para... https://quickbooks.intuit.com/br/blog/br_qrc/uploads/2016/07/calcular-hora-extra-e1616789975647.jpg https://quickbooks.intuit.com/br/blog/gestao-pessoas/como-calcular-hora-extra-funcionarios/ Como Calcular a Hora Extra dos Seus Funcionários | Blog QuickBooks

Entenda como calcular a hora extra dos seus funcionários

8 min de leitura

Se seu funcionário tem hora extra a receber, é porque trabalhou além do esperado, certo? Naturalmente, deve ser remunerado por isso. Mas como calcular a hora extra desse colaborador?

Inicialmente, os funcionários têm, pelo menos, um salário de acordo com o piso estipulado pela sua classe de trabalho, não podendo o empregador pagar menos do que o convencionado. Logo, em cima do salário-base, há um cálculo para contabilizar o valor da hora extra.

No Brasil, o expediente normal de trabalho é de 8 horas diárias, com o máximo de 44 horas semanais. Qualquer excedente desses limites é considerado hora extra. Neste artigo, mostraremos como calcular a hora extra de seus funcionários. Continue lendo!

Quem tem direito a receber a hora extra?

Para saber quem tem direito a hora extra, é importante compreender melhor o que ela é. Basicamente, é um direito trabalhista que prevê o pagamento de um valor adicional caso o colaborador trabalhe por períodos superiores ao que é estipulado por lei.

Nesse sentido, têm direito à hora extra todos os colaboradores que trabalharem para além do horário de expediente.

Como fica a hora extra após a reforma trabalhista?

A reforma trabalhista que entrou em vigor no final do ano de 2017 trouxe inúmeras alterações nas regras que regem as relações de trabalho. Entre elas, temos as mudanças com relação a banco de horas e horas extras. Basicamente, esse é um sistema em que o colaborador acumula horas de trabalho extra para receber folgas futuramente. Antes, esse direito deveria ser ajustado em uma convenção coletiva.

Com a reforma, o acordo quanto ao banco de horas passou a depender apenas de funcionário e empregador. Ou seja, não existe a necessidade da intervenção de um sindicato, dando mais liberdade para que os dois lados possam combinar um sistema que beneficie ambos.

Com relação ao trabalho em horas extras, também tivemos uma mudança considerável. Antes da aprovação da reforma trabalhista, o empregado poderia fazer apenas 2 horas por dia, além da sua jornada normal. O adicional por esse trabalho extraordinário era de 20%. Com a reforma, o valor passou a ser de 50% — e pode ser ainda maior, no caso de convenções coletivas que prevejam essa possibilidade. A quantidade de horas trabalhadas ficou fixada em até 10 por dia, contando o período normal de expediente do trabalhador.

Ou seja, se o expediente é de 6h, o colaborador poderá fazer até 4 horas extras em um mesmo dia; já se a sua dedicação for de 8 horas diárias, essa possibilidade é reduzida a duas horas extras.

Qual é a importância do cálculo correto?

O pagamento correto das horas extras é uma obrigação trabalhista do empregador e um direito do funcionário que dedicou mais do seu tempo a exercer suas funções na empresa. Logo, esse fator precisa ser remunerado de forma adequada.

Porém, além do fator legal, existe outro motivo que torna ainda mais importante a atenção quanto ao cálculo das horas extras na folha de pagamento. Estamos tratando dos problemas judiciais que podem ser gerados pela falha nessa mensuração dos valores.

Para você ter uma ideia, um levantamento publicado pelo portal de notícias G1 mostrou que os erros no pagamento de horas extras são os campeões isolados de reclamações na Justiça do Trabalho.

Portanto, é importante que você tenha cuidado com o pagamento desses benefícios e evite alguns erros que, mesmo simples, podem gerar problemas trabalhistas.

O que deve ser considerado na hora do cálculo?

Para saber como calcular a hora extra de seus colaboradores, é necessário observar algumas considerações importantes. Veja quais são elas!

Controle de jornada

Inicialmente, é preciso ter um bom sistema de controle de jornada. Muitas empresas utilizam folhas ou livros de ponto preenchidos manualmente. Essa não é a forma mais eficiente de fazer esse controle.

Por outro lado, é indispensável ter algum tipo de registro, para que se saiba quais colaboradores têm direito a esse benefício a cada mês. O ideal é contar com um bom sistema de gestão para, pelo menos, fazer o controle das horas.

Porcentagem aplicada

Outro ponto importante a se observar é o percentual aplicado. No tópico sobre como calcular a hora extra, mostraremos que existem situações em que o adicional pode ser maior e, ainda, acumulado com outros benefícios. Um exemplo disso é o trabalho em período noturno.

Fórmula para determinação do valor por hora trabalhada

Por fim, é preciso determinar a fórmula para encontrar o valor da hora trabalhada de cada colaborador. A reforma trabalhista possibilitou a instalação de jornadas de trabalho diferenciadas e personalizadas para cada trabalhador.

Sendo assim, caso sua empresa tenha empregados que trabalham em jornadas diferentes, é preciso aplicar valores distintos para identificar o valor da hora trabalhada. Mas não se preocupe, pois isso é muito simples de ser feito. Basta somar a quantidade de horas que ele atua dentro de um mês e dividi-la pelo valor do seu salário.

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Como calcular a hora extra?

Para calcular esse benefício, primeiramente, é necessário saber o valor de cada hora trabalhada. Isso é feito por meio de uma fórmula muito simples. Veja como funciona!

Inicialmente, deve-se dividir o valor do salário mensal pelo total de horas trabalhadas no mês. Por exemplo, no caso de quem trabalha 44 horas semanais, se divide por 220, chegando o valor do salário-hora.

O percentual legal da hora extra, na regra geral, é de 50%; então pega-se o salário por hora e acrescentam-se os 50% a esse valor, totalizando, então, o valor da hora extra. Por exemplo, se Marcela recebe R$1.600,00/mês e trabalha 220 horas, seu salário-hora é de R$ 7,72, e sua hora extra será de R$ 11,58.

Adicional noturno

Além da hora extra comum, realizada após o horário de trabalho, existe o adicional noturno, que é designado para quem exerce atividade das 22h às 5h e tem valor diferenciado. Para calculá-lo, deve-se acrescentar 20% ao valor do salário-hora pela hora noturna e, depois, em caso de hora extra, 50% do total.

Vamos a um exemplo: Cris recebe R$1.900,00/mês e trabalha 220 horas. Seu salário-hora é de R$ 8,63. Com o percentual noturno, o total passa a ser de R$ 10,35. Então, adiciona-se o valor da hora extra — ou seja, os 50% —, chegando ao montante de R$ 15,52 por cada hora noturna realizada além do horário.

Finais de semana e feriados

Além do horário de trabalho, a hora extra pode ser feita fora dos dias comuns de dedicação — aos finais de semana e feriados. No caso de o funcionário exercer atividades nesses dias, ele deverá ser remunerado em 200% do valor de sua hora. Ou seja, dobra o valor que ele deveria receber normalmente.

Por exemplo, se Cris recebe R$1.900,00, e o valor de seu salário-hora é de R$ 8,63, trabalhando em final de semana ou feriado, deverá receber o dobro: R$ 17,26.

Não há segredo no cálculo de hora extra. Deve-se seguir a legislação imposta para a regularização dessa questão, a fim de que ninguém saia prejudicado na relação empregador-empregado e, claro, para que sejam exercidos os plenos direitos do funcionário, que deve ser devidamente reconhecido pelo seu trabalho.

Quando a hora extra não é aplicada?

Além de saber como calcular a hora extra, é preciso reconhecer os momentos em que o trabalhador não terá direito ao benefício. Sim, existem algumas situações em que isso pode acontecer, e mostraremos as principais neste tópico. São elas:

  • banco de horas: o pagamento em dinheiro é convertido em dias de repouso;
  • cargos de confiança: o trabalhador não tem um horário fixo para trabalhar e tem uma remuneração superior para compensar esse fato;
  • serviço externo: em que não é possível controlar o período de trabalho;
  • teletrabalho (home office): possibilita ao trabalhador controlar sua própria jornada.

Além desses pontos mais simples em que a hora extra não é aplicada, existe o conceito da supressão das horas extras. Ele acontece quando a empresa, em um momento futuro, faz um ajuste para reduzir o trabalho extraordinário de empregados com horas extras a receber.

Nesse caso, ocorre uma compensação desse montante pela supressão do tempo de trabalho, descaracterizando a necessidade do pagamento das horas extras. No entanto, o empregado pode solicitar indenização pelo prejuízo causado pela mudança de carga horária do seu emprego.

Como uma ferramenta de gestão pode ajudar nesse processo?

A tecnologia vem auxiliando bastante os empresários que querem saber como gerir horas extras de funcionários. Atualmente, existem ferramentas capazes de armazenar os dados das jornadas de cada um de seus colaboradores, aplicando as fórmulas adequadas para o cálculo do benefício.

Além disso, uma boa ferramenta de gestão também auxilia no pagamento de adicionais complementares, como é o caso da hora extra em período noturno. Logo, ele evitará que você seja surpreendido com eventuais reclamações trabalhistas pelo não pagamento de algum direito de seus colaboradores.

Por fim, saber como calcular a hora extra de seus colaboradores é essencial para se manter em dia com as suas obrigações trabalhistas. Assim, você evita problemas judiciais e, principalmente, o desgaste causado pela supressão de algum direito dos seus colaboradores.

As informações podem estar resumidas e, portanto, incompletas. Este documento / informação não constitui, e não deve ser considerado um substituto para aconselhamento jurídico ou financeiro. Cada situação financeira é diferente e as informações oferecidas são gerais. Entre em contato com seus consultores financeiros ou legais para obter informações específicas sobre sua situação.

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